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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Repostando a mais recente edição da coluna "Direito, delírio, experiências e coisas reais", escrita por Rodolfo e Guilherme, colaboradores externos da LAJUP, retratando um pouco das experiências e angústias com a ocupação Morro dos Carrapatos. A seguir, copiamos o texto, originariamente publicado semana passada, dia 21/01/2016, aqui no blogue da Assessoria Jurídica Popular
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- Era ali?
- Foi aqui seu moço.
- Mas quem abriga a intolerância ao outro?
- Quem desabriga a esperança do povo?
- É que insistem em abortar o novo, seu moço.
- Mas calma lá, nós arranja outro lugar.
- Será?
- E se ficar?
- E se for pra lutar, lutar essa luta com os que forem ficar?
- O homem coletivo sente a necessidade de lutar.
- O homem coletivo sente a necessidade de lutar.
- O homem coletivo sente a necessidade de lutar?
- Todo dia, seu moço,
- Pouco a pouco, seu moço,
- Todo dia eu morro esse morro.
- Subiram o morro, passaram o caminhão nos barraco abandonado.
- Acho que os homi tá ca razão mesmo.
- Disseram-nos um direito cego, direito que nos dá medo.
- Vão derrubar tudo!
- Já?
- Já tem prazo, é prazo pra nós arranjá outro lugar.
- E dá pra aumentar?
- Podemos tentar.
- Vocês conseguem?
- Vocês conseguem.
- Podemos tentar. Será que o juiz conversa com nós?
- Sim. Pede licença e faz teu grito. Faz o teu direito.
- Será que o seu doutor ouviu a gente?
- Não importa, acho que vou embora antes mesmo de dezembro.
- Será domingo, depois da missa.
- Como queria que, por um dia, o direito se entortasse sem um teto, sem um puto no bolso, recebendo olhares desconfiados, sem ter para onde ir.
- Era preciso mesmo putalizar o direito, tirá-lo desse sossego.
- Ah, nesse dia, seu moço, o direito subiria, subiria direto para o morro.
- Levantaria, no desespero, um pequeno barraco de madeirite e lona.
- Em cima do chão batido, aprenderia a chamar de moradia seu abrigo, sua maloca.
- Veio nova ordem superior, lá da capital.
- Deu certo a pedição?
- Não.
- Apenas mais quarenta e cinco dias.
- Mas não se preocupe, meu amigo.
- Quarenta e quatro.
- A vida, seu moço, é realmente diferente.
- Quarenta e três.
- Ao vivo.
- Quarenta e dois, quarenta e um.
- É muito pior
- Quarenta, trinta e nove, trinta e oito.
- Artigo quinto, inciso vinte e dois.
- Trinta e sete.
- Artigo quinto, inciso vinte e dois.
- Trinta e seis.
- Trinta e cinco.
- Trinta e quat…
- Trinta e…
- Tr…
- …
- ...
- Todo dia, seu moço,
- Pouco a pouco, seu moço,
- Todo dia eu morro esse morro.


Esse texto foi inspirado nas atividades de assessoria jurídica popular exercidas pela LAJUP (Lutas Assessoria Jurídica Universitária Popular) junto aos moradores do Morro dos Carrapatos, ocupação urbana de cerca de 40 famílias na cidade de Londrina/PR.  Essa comunidade vem sendo ameaçada de despejo, por uma ordem judicial concedida em setembro de 2015, que concedeu 45 dias para reintegração de posse, tempo este prorrogado para mais 45 dias em julgamento de agravo de instrumento. As histórias dos moradores do Morro dos Carrapatos e os informes sobre a ocupação podem ser encontradas na página da LAJUP.
Reunião com moradores do Morro dos Carrapatos

Pensando no acúmulo e na articulação que este blogue proporciona aos diversos grupos de assessoria jurídica e advocacia popular no país, deixamos disponível as “pedições” de contestação e o agravo de instrumento protocolados no processo. Não poderíamos deixar de fazê-lo, principalmente pelo fato de que ambos são frutos não só de um de trabalho coletivo envolvendo estudantes, advogados e advogadas, e os morados do morro dos carrapatos, como também de conversas com outros tantos que militam na assessoria jurídica popular e que generosamente disponibilizaram suas “pedições”, pesquisas e experiências sobre o direito e, sobretudo, as coisas reais.

terça-feira, 10 de março de 2015

Mas a terra dada não se abre a boca? *

Severino, retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

Fala do Mestre Carpina, em
João Cabral de Mello Neto,
Morte e Vida Severina.


A grandeza de João Cabral de Mello Neto talvez esteja em traduzir a angústia popular na mais rude e bela poesia nacional conhecida. Verte-se a vida em versos, em uma narrativa seca, que vai do sofrimento agreste aos dilemas existenciais humanos. Nesse sentido, uma das partes de sua obra mais célebres conta o enterro de um trabalhador de eito, no qual se ouve o que dele dizem os amigos presentes no cemitério. Essa história, que integra a obra Morte e Vida Severina, foi musicada por Chico Buarque em 1966, ganhando mais notoriedade ainda sob o título Funeral de um Lavrador".



A terra

Esse é um tema com o qual aprendemos a lidar nas atividades extensionistas de nossa Assessoria Jurídica Popular. A começar pelos primeiros contatos com a questão agrária brasileira, logo se apreende uma conjuntura formada pela perpetuação dos privilégios da elite latifundiária às custas da sobre-exploração dos trabalhadores rurais. Uma de nossas primeiras lições foi aprender a caminhar junto com os movimentos agrários pela melhor distribuição da terra.


Edvard Munch, Entardecer

Mas eis que voltamos ao meio urbano. Aqui aprendemos nova lição: a história da terra, contada em Morte e Vida Severina, também se realiza nas cidades. Caminhamos pelas “invasões” urbanas. Logo passamos a chamá-las, junto com os moradores, de ocupações. E, assim como no meio rural, ao pisar nelas pisamos sobre um paradoxo. Da mesma terra que nos abriga e alimenta, nasce a mais dolorosa angústia humana: não existe lugar para todos, nem no campo, nem na cidade.

Ocupação I
Essa é uma ilusão que muitos se resignam a aceitar. Outros, porém, se obstinam em lutar pela verdade, pelo fim dos privilégios de alguns, pelo fim dessa covardia ou, simplesmente, por um lugar para viver. Lutam por algo que poderia se chamar direito à moradia (aquele mesmo, escondido no art. 6º da Constituição Federal, teimando em ineficácia?). Entre as opções por lutar ou não lutar, encrosta-se o sentimento de angústia em todos que conhecem esse desespero. Mesmo nós, estudantes extensionistas, perdemos noites rolando em nossas camas inconformados com a falta de moradia digna para todos. A realidade, entretanto, é muito mais dura do que nossa inquietude bem abrigada. A realidade é formada por casebres precários, construídos à base de lona e madeirite, por inundações, doenças, violência, mortes..



Veredas I
A realidade

A realidade. Na condição de estudantes de direito, não nos privamos de querer conhecê-la em seu mais doloroso íntimo real. E não é outra coisa que a participação do LUTAS vem nos proporcionando. O relato pessoal que trazemos neste texto, e que norteia toda a reflexão proposta, foi marcante nesse sentido. Decorre de uma das atividades extensionistas ocorridas em fevereiro deste ano.

Acompanhamos há cerca de sete meses uma ocupação urbana específica na cidade de Londrina/PR, colocada em risco pela existência de um processo judicial envolvendo a posse do imóvel ocupado. Trata-se de um grupo de cerca de trinta famílias residentes em terreno particular de dois mil metros quadrados; famílias essas que, apesar das singulares histórias de vida que possuem, são solidárias da mesma desventura: “ocupar, ocupar, ocupar, até finalmente ocupar um pedaço de terra debaixo do chão, que será meu”.

As aspas retomam a lembrança dessa frase, agora escrita, outrora, palavra dita.

Era uma pequena sala.  Estávamos nos momentos finais de uma oficina proposta pelo LUTAS aos moradores da ocupação, encontro cujo intuito era discutir os critérios de seleção para ingresso em projetos municipais de habitação popular. A reunião pautava-se, no fundo, pela possibilidade iminente de desocupação do terreno, o que desde logo nos colocava na condição de Mestre Carpina frente à angústia severina, pois também não sabíamos bem a resposta para a pergunta que se fazia.


Encerrando o círculo de conversa, sem saber bem onde havíamos chegado, os ocupantes presentes, já descontraídos, falavam com indecifráveis sorrisos sobre suas histórias particulares de luta por moradia. Nesse derradeiro diálogo, cada um deles nos contava onde poderia se abrigar caso houvesse futura ordem judicial de reintegração de posse. Eis que, finda uma longa narrativa emocionada, uma moradora respira fundo e, pausadamente, anuncia ela própria a sua cova medida: “Ocupar, ocupar, ocupar, até finalmente ocupar um pedaço de terra debaixo do chão, que será meu”. Como que se todos nos olhássemos através de um cômodo sem circunferência, cujo centro, porém, ocupasse todos os lugares, sentimos o calor de um longo momento de silêncio,  sinestésicos e herméticos em nós mesmos, lacrados nessa sombria Esfera de Pascal.

Ocupação II
O funeral do trabalhador de eito, obra de João Cabral de Mello Neto, era então aquela própria sala. O defunto, que vivo queria ver a terra dividida, renascia para nos contar seu próprio fim. Levantado de uma cova grande para sua carne pouca, ora vivo, ainda severino, diria por fim antes de retornar ao seu pedaço de chão: “Mas a terra dada não se abre a boca”.







A ingenuidade

Ocupação III
Há um grande abismo entre as diferentes realidades que se chocam a partir das vivências proporcionadas pela assessoria jurídica popular especialmente no âmbito daquelas que, tal qual o LUTAS, se vinculam a instituições universitárias. Na condição de estudantes, saímos às ruas pelas primeiras experiências extensionistas, inevitavelmente despreparados, com um involuntário e verdadeiro frio na barriga. Tiramos os pés dos corredores da faculdade e das classes e, quando pisamos na terra batida, temos já a suposta certeza de que alguém nos fará perguntas sobre alguma lei, sobre um possível processo judicial ou, ainda, sobre a legalidade de algum ato que sofreram de uma autoridade que acreditam ser, da mesma maneira, autoritário.

Eis que somos fulminados: E aí, “doutor/doutora”, o que podemos fazer?

A educação popular inerente à assessoria jurídica nos orienta, enquanto método, a identificar as falas significativas logo nos primeiros contatos com a comunidade. Tarefa ingrata! Como identificar, a partir de pequenas falas, toda a história de vida que cada pessoa carrega? E, além disso, a partir delas orientar nossa atuação? Ingênuos aqueles que, entre teoria e prática, pensaram que seria tão simples!

Aquele mesmo despreparo, que carregamos para fora da universidade conosco, nos leva a crer que as respostas para as perguntas da comunidade estariam nos manuais e cursos esquematizados que acostumamos a ler. Ingênuos, nós. Eis que o encontro com o outro nos revela que as perguntas possuem um tanto da mesma angústia severina, sem resposta, pois igualmente não há pergunta exata, senão que um grito insurgente e, sobretudo, verdadeiro.

Reunião com os ocupantes

  
A angústia

A experiência sumariamente narrada neste texto representou a nós, pessoalmente, não apenas momento de intensa emoção, mas também imensurável amadurecimento prático. Como um giro de percepção, a nossa situação no mundo passa a ser de um repetitivo e inesgotável Funeral do Lavrador: vivemos permeados pelas histórias de quem não tem um pedaço de terra para morar, senão defuntos parcos a ocupá-la a palmos medida. A angústia, como sentimento vivido, punge.

Diante da luta pela moradia sob a sociabilidade capitalista, essa angústia individual, reflexo da própria consciência de existir e de morrer, torna-se uma angústia compartilhada, igualmente pungente, mas então de forma coletiva.

Diria Sartre: “é na angústia que o homem toma consciência da liberdade, ou, se se prefere, a angústia é o modo de ser da liberdade como consciência de ser; é na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesma em questão” (O Ser e o Nada). Se, portanto, é do sentimento de angústia que podemos conhecer a nossa própria liberdade, eis que esse seria um passo dado em direção à conscientização coletiva da necessidade de lutar.


Veredas II
Apenas a começar pela luta por moradia que de maneira alguma se circunscreve à busca pela terra dada. Negando essa cova rasa, à qual não se abre a boca, novamente nos aparece a pergunta severina: como defender a vida? Feitos então Mestre Carpina, não sabendo as respostas às perguntas vividas, deixamos a ela novamente a resposta, à própria vida, “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica”.

Das primeiras pisadas em solo ocupado, da negação da vida à sua resposta viva, esse movimento reflexivo inevitavelmente acaba por ser vivenciado em uma assessoria jurídica popular engajada. A ingenuidade, que também faz parte do processo, amadurece-se em perguntas severinas. E essas, da realidade à angústia, realimentam-se em forma de lutas e gritos insurgentes, reivindicando a cada instante a sua mesma afirmação vivida, pois não há, de fato, melhor resposta que o espetáculo da vida.

De choque em choque, pisando na terra pela qual se luta, aos poucos compreendemos melhor do que se trata essa angústia coletiva. E vamos procurando transformá-la em querer-mais, em sonhos e em lutas sociais. Seja esse um desafio invencível, fazemos e faremos parte dessa luta, hoje como estudantes, amanhã de alguma forma que seja.



Por Guilherme Cavicchioli Uchimura e Rodolfo Carvalho Neves dos Santos
Assessores jurídicos da AJUP LUTAS Londrina.


* Publicado no Blog Assessoria Jurídica Popular, "um blogue coletivo dedicado ao tema da assessoria jurídica popular. As autoras e autores são estudantes, professorxs, advogadxs e militantes de movimentos sociais que desenvolvem atividades de assessoria jurídica e educação popular no Brasil." Leitura crítica altamente recomendada.


domingo, 13 de abril de 2014

Todo apoio à Fábrica Ocupada Flaskô

No dia 10 de abril, o companheiro Alexandre Mandl esteve aqui em Londrina para contar a história da Fábrica Ocupada Flaskô aos estudantes de Direito da UEL.

Sensibilizados com as lutas deste legítimo movimento social, o nosso grupo vem fazer o APELO a todos, para que levem o assunto da declaração de interesse social da Flaskô a uma audiência pública no Senado Federal.

Pedimos a todos os militantes e simpatizantes com as causas populares que tomem conhecimento desta luta no vídeo abaixo.








Depois disso, para apoiar esta causa, basta entrar no link abaixo e registrar o seu apoio. Não esqueçam de confirmar o e-mail!

http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaopropostaaudiencia?id=11662

quarta-feira, 19 de março de 2014

Convite para Projeto de Pesquisa do professor Reginaldo Melhado

A pedido do Professor Reginaldo Melhado, o Lutas Londrina divulga o convite para os alunos participarem do Projeto de Pesquisa:

TERCEIRIZAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA


Entes integrantes da administração pública do Município de Londrina respondem a mais de 2,2 mil processos na Justiça do Trabalho por conta da terceirização. São ações promovidas por trabalhadores — algumas, por sindicatos ou pelo Ministério Público do Trabalho — nas quais a administração é demandada como responsável solidária ou subsidiária. A pesquisa pretende revelar essa realidade a partir do estudo desses processos, apurando o montante da dívida suportada pelo Município de Londrina em razão desses processos judiciais e, a partir de uma reflexão sobre as causas e consequências dessas demandas, propor alternativas e soluções para uma maior proteção aos direitos sociais dos trabalhadores e uma melhor gestão desses problemas pelos administradores públicos.


A pesquisa conta com a participação do Observatório de Gestão Pública

As pesquisas começarão no mês de abril deste ano. As atividades consistirão em  trabalhar na pesquisa de campo e, depois, na análise dos dados coletados e elaboração das conclusões.

Ainda não há uma definição de como as atividades serão realizadas. Por isso, peço aos interessados que manifestem o interesse por aqui para passarmos ao coordenador uma estimativa de participantes, de maneira que possam ser definidos quais serão os   próximos passos da pesquisa. Deixem seus endereços de e-mail para que seja realizado o contato posteriormente.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Curso: Como Funciona a Sociedade

O Lutas Londrina, em parceria com o Núcleo de Educação Popular 13 de maio está promovendo o curso: Como funciona a sociedade. O curso, além de ser um pré-requisito para o ingresso de novos estudantes no projeto, ainda está aberto a toda comunidade que tiver interesse em participar. As inscrições começam amanhã, na rampa do CESA, nos intervalos do matutino (10h), vespertino (15h40min) e noturno (21h).
No preço cobrado, estão incluídos lanches e o almoço ao longo do curso, que nos dois dias se iniciará às 8h e tem o término previsto para as 18h, com intervalo para o almoço. Caso não tenha como pagar, há a possibilidade de isenção. Não fique fora dessa e garanta sua vaga, pois só temos 30 disponíveis!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Aos ingressantes do curso de Direito da UEL em 2014,

Nos três turnos de ontem, o Lutas Londrina se apresentou a vocês. O tempo foi curto para falar sobre as atividades que realizamos e projetos para este ano. 

Por isso, convidamos vocês a conhecerem melhor o projeto navegando em nosso site. Aqui vocês encontrarão nosso histórico, fotos, eventos realizados etc.

Para os que não puderam ver o nosso vídeo de apresentação, disponibilizamos no youtube:



Para sentir um pouco mais, vale a pena assistir também a reportagem sobre a realização do I Congresso Direito Vivo:



Lembrando que, em breve, iniciam-se as inscrições para o curso Como Funciona a Sociedade. As inscrições serão na rampa do CESA. Acompanhem também pelo blog e pelo facebook: logo menos soltaremos mais informações.





Qualquer dúvida, estamos à disposição. 

O contato podem ser realizados pela página do Facebook ou com qualquer um dos membros do grupo nos corredores da UEL.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PARTICIPE DO NOSSO SORTEIO!



No dia 29/11/2013 vai rolar o sorteio de um exemplar impresso dos anais do I Congresso Direito Vivo. 

Os Anais contém a produção acadêmica desenvolvida pelos participantes do I Congresso Direito Vivo, ocorrido na Universidade Estadual de Londrina, em abril de 2013, organizado pelo Lutas Londrina. Conta com artigos relacionados à teoria crítica do direito, conflitos urbanos, questões de gênero, assessoria jurídica popular universitária, direito do trabalho, e questões jurídicas e direitos rurais.

Entre no link a seguir e faça o seu cadastro :

https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/278053

Confira a versão digital dos Anais em: http://lutas-londrina.blogspot.com.br/2013/10/anais-do-i-congresso-direito-vivo.html
Saiba mais sobre o I Congresso Direito Vivo em:http://congresso-direito-vivo.webnode.com/

Para quem não conheço o projeto ainda,confira nosso bloghttp://lutas-londrina.blogspot.com.br/

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

APOIO À LUTA DO POVO GUARANI-kAIOWÁ NA UEL

mais informações sobre os Guarani-Kaiowá


APOIO À LUTA DO POVO GUARANI-kAIOWÁ NA UEL

Considerando as atrocidades cometidas pelos fazendeiros e Governo do Estado do Mato Grosso do Sul para com o povo Guarani-Kaiowá, estamos organizando um ATO de apoio aos povos indígenas daquele estado com o objetivo de dar visibilidade à difícil realidade em que se encontram, bem como para firmar nosso compromisso para com eles.
Nos reuniremos para organ
izar esse ato manifesto amanhã, dia 01/11, a partir das 17h, na Sala de Projetos do Depto. de Artes Visuais (3o andar) do CECA.

Previmos realizar essa manifestação no próximo dia 07/11, na UEL.

Pedimos que divulguem essa reunião para todos/as que tiverem interesse em participar.

Contamos com a participação de todas e todos quem vem acompanhando essa situação e que desejam contribuir para transformar essa realidade junto com os Guarani-Kaiowá.

REUNIÃO PREPARATÓRIA QUINTA, DIA 01/11 SALA DE PROJETOS DO DEPARTAMENTO DE ARTE VISUAL (PERTO DO PRÉDIO DA MÚSICA). TODOS ESTÃO CONVIDADOS!!

domingo, 28 de outubro de 2012

EDITAL DE SELEÇÃO – JUSTIÇA GLOBAL


Justiça Global seleciona dois pesquisadores(as) para início imediato no Rio de Janeiro

EDITAL DE SELEÇÃO – JUSTIÇA GLOBAL
PROCESSO SELETIVO – PESQUISADOR (A) NA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS
E/OU CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
dia-do-trabalho-tarcilaPosição: Pesquisador (a) na área de ciências humanas e/ou ciências sociais aplicadas
Número de Vagas: 2 (duas)
Local: Rio de Janeiro, Capital
Prazo final para envio de CV: 04 de novembro
Início das atividades: Imediato
Carga horária: 40 horas/semana
1. Apresentação Institucional
Justiça Global é uma organização não governamental de direitos humanos que, desde 1999, trabalha com a proteção e promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da sociedade civil e da democracia. Nesse sentido, nossas ações visam denunciar as violações de direitos humanos, incidir nos processos de formulação de políticas públicas baseadas nos direitos fundamentais, impulsionar o fortalecimento das instituições democráticas, e exigir a garantia de direitos para os excluídos e vítimas de violações de Direitos Humanos.
Justiça Global desenvolve trabalho nas seguintes áreas: I) Defensores de Direitos Humanos; II) Violência Institucional e Segurança Pública; III) Acesso à Justiça; IV) Direitos Econômicos Culturais e Sociais (DESC)
A presente seleção visa à contratação de dois profissionais da área de ciências humanas e sociais aplicadas que tenham experiência e perfil para o trabalho sobre os temas prioritários de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Principais Temas: Direito à Terra e ao Território, Comunidades Quilombolas, Pescadores, Trabalhadores Rurais, Atingidos por Barragens, Comunidades Indígenas, Políticas de Titulação de Terras e de Reforma Agrária, Violações cometidas por Empresas, Impactos Sociais e Ambientais de Grandes Empreendimentos.
2. Resumo das Funções do Pesquisador (a) na área de ciências humanas e/ou ciências sociais aplicadas
• Documentação de violações de Direitos Humanos;
• Elaboração de pesquisas e relatórios;
• Análise de dados;
• Redação de documentos;
• Articular trabalho em rede;
• Encaminhamento de denúncias aos mecanismos nacionais e internacionais de proteção dos direitos humanos;
• Realização de trabalho de campo (missões in loco);
• Interlocução com autoridades e com poder público;
• Interlocução com movimentos sociais, populares e organizações não governamentais;
• Acompanhamento de políticas públicas na área de Direitos Humanos.
3. Requisitos para a Função
• Experiência profissional na área;
• Morar no Rio de Janeiro;
• Disponibilidade para viagem nacional e internacional;
• Interesse na área de promoção e proteção dos direitos humanos;
• Interesse em trabalhar com movimentos sociais e organizações não governamentais;
• Capacidade para trabalhar em equipe;
• Fluência escrita e oral na língua portuguesa;
• Preferencial o domínio de outro idioma (inglês, espanhol);
• Capacidade para organizar e ministrar oficinas de formação;
• Capacidade para organizar seminários e reuniões nacionais e internacionais;
• Disponibilidade imediata;
• Disponibilidade em executar tarefas mais amplas do que as descritas acima quando necessário.
4. Inscrições
As candidaturas devem ser encaminhadas até o dia 04 de novembro de 2012, através do E-MAIL: contato@global.org.br, ASSUNTO: “Processo Seleção Pesquisador”, a documentação a seguir especificada:
a) currículo
b) carta de apresentação de uma a duas laudas, demonstrando sua condição para assumir a posição
c) apresentação de duas referências para serem contatadas pela equipe de seleção, caso necessário
5. Seleção
• 05 a 09 de novembro: Análise de Currículo/ Carta de Apresentação
• 13 e 14 de novembro: Entrevista
6. Resultado final
• 21 de Novembro de 2012
7. Remuneração
• Compatível com a função